Programa Cine+ Cultura cria 1040 cineclubes em todo o Brasil

Matéria especial de cultura para a TV do Partido dos Trabalhadores.

O Cinemais Cultura é um programa do Ministério da Cultura destinado a criar núcleos de cineclubes em todos os estados brasileiros, até agora o projeto inaugurou 1043 cineclubes. O programa fornece todo equipamento, treinamento e uma coleção de filmes brasileiros para a criação de uma pequena sala de projeção de filmes. Ana Arruda, da diretoria de cineclubes do Centro-Oeste, fala sobre o projeto. “O grande diferencial do programa Cinemais Cultura é que não cede apenas os equipamentos. Tem o projeto de formação para que cada Cinemais seja um ponto de multiplicação para a comunidade”, diz Ana Arruda.

Em sintonia com as políticas culturais iniciadas pelo governo Lula e continuadas pela presidente Dilma, o Cinemais Cultura tem como fator central o protagonismo da sociedade. As pessoas envolvidas no projeto tem controle, responsabilidade e autonomia sobre as escolhas e diretrizes de cada cineclube.

Andrea Gozzo é uma produtora cultural contemplada pelo edital do Cinemais Cultura. Ela fundou o cineclube Saracura em Brasília e exibe filmes aos sábados. Andrea conta sobre o processo de preparação para pôr em prática o cineclube: “Fomos contemplados e ganhamos o kit de cineclube. Quando eu participei das oficinas de capacitação, o que eu achei mais bacana é a possibilidade de pulverizar a cultura pelos lugares mais longínquos do Brasil”, diz Andrea.

Jesus Pingo, ator e diretor de cinema, é dono do Mercado Cultural Piloto, um espaço aberto a expressões culturais como teatro, capoeira, música e agora ao cinema, com o cineclube Saracura. Para Pingo o governo do PT transformou a forma de pensar a cultura no Brasil, mas ainda é preciso modificar a mentalidade cultural do empresário brasileiro: “O país precisa de ter um governo cultural. Os empresários também precisam compreender que investir na cultura é investir na saúde intelectual da população”.

Ana Arruda enfatiza, “O Cinemais Cultura só existe quando as pessoas se envolvem e tem noção de que aquilo faz parte da comunidade. Se nos conscientizarmos de que qualquer política pública só é construída na base do diálogo, tudo vai avançar muito bem”.

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